O que flacidez muscular significa — e o que não significa
Flacidez não é um termo técnico na literatura de treino. Os estudos citados neste texto medem duas coisas: hipertrofia, que é o aumento da massa muscular, e força. Nenhum deles mede pele, colágeno ou elasticidade.
Isso importa porque a sensação que as pessoas descrevem como flacidez costuma misturar dois fatores: menos músculo na região e perda de firmeza da pele. Sobre a pele, este texto não vai afirmar nada — não há estudo na lista que sustente qualquer afirmação. Sobre o músculo, há evidência razoável, e é dela que vamos tratar.
Se o incômodo é a região parecer menos firme por falta de massa muscular, o treino resistido é a intervenção que os estudos disponíveis medem. É por aí que começa qualquer resposta honesta.
Treino resistido produz ganho de massa e de força em adultos saudáveis
Currier et al. (2023), em revisão sistemática com meta-análise em rede publicada no British Journal of Sports Medicine, compararam diferentes formas de prescrever treino resistido em adultos saudáveis. O que o estudo mostra: as prescrições avaliadas produzem ganhos de força e de hipertrofia, e as variáveis de prescrição — como carga, volume e frequência — não afetam os dois desfechos da mesma maneira.
Traduzindo: a discussão útil não é treinar ou não treinar. É como organizar as variáveis. Três delas aparecem com mais frequência nos estudos que temos aqui: volume, carga e proximidade da falha.
Volume: o botão mais bem documentado para hipertrofia
Schoenfeld et al. (2019), no Medicine and Science in Sports and Exercise, compararam volumes diferentes de treino em homens já treinados. O resultado foi assimétrico: aumentar o volume melhorou a hipertrofia, mas não a força máxima. É um bom exemplo de por que vale separar os dois objetivos antes de montar o plano.
Uma ressalva honesta: os estudos desta lista não definem um teto a partir do qual mais volume deixe de ajudar. O que eles sustentam é que volume responde pelo crescimento muscular. A decisão de subir volume é individual e precisa caber na sua rotina de forma sustentável.
Carga: a hipertrofia responde a uma faixa mais ampla do que se imagina
Schoenfeld et al. (2017), em meta-análise no Journal of Strength and Conditioning Research, compararam treino com cargas baixas e com cargas altas. Para hipertrofia, os resultados foram semelhantes entre os grupos. Para força máxima, as cargas mais altas levaram vantagem.
Carvalho et al. (2022), em meta-análise na Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, compararam treinos com cargas diferentes, mas com volume equalizado, e não encontraram vantagem clara de uma carga sobre a outra para hipertrofia.
Aplicação prática: se o objetivo é força máxima, cargas mais altas continuam sendo o caminho indicado pelos dados. Se o objetivo é massa muscular e a carga alta está limitando a execução, existe espaço para trabalhar em faixas de repetições mais altas — desde que o volume total acompanhe.
Até onde levar a série
Robinson et al. (2024), em meta-regressões publicadas no Sports Medicine, analisaram a relação dose-resposta entre o quão perto da falha as séries são levadas e os ganhos de força e hipertrofia. A resposta não foi uma linha reta que vale igual para os dois desfechos: proximidade da falha não se comporta como um quanto mais, melhor universal.
Isso não quer dizer treinar leve. Quer dizer que transformar toda série em teste de falha é uma escolha de gestão de esforço, não uma exigência que esses dados sustentem para qualquer pessoa em qualquer fase do treino.
Como isso vira rotina
- Treino resistido regular, com progressão ao longo das semanas — é o denominador comum de Currier et al. (2023).
- Tratar volume como a variável principal quando o objetivo é hipertrofia (Schoenfeld et al., 2019).
- Escolher a carga pela qualidade da execução, equalizando o volume quando optar por repetições mais altas (Schoenfeld et al., 2017; Carvalho et al., 2022).
- Reservar a falha para quando ela tiver função, em vez de aplicá-la em todas as séries (Robinson et al., 2024).
- Se força máxima é a prioridade, a carga alta tem vantagem clara (Schoenfeld et al., 2017).
Equipamento: o que dá para afirmar e o que não dá
Nenhum estudo desta lista mediu efeito de calçado, meia ou roupa sobre hipertrofia ou força. Qualquer afirmação nesse sentido seria invenção. O que dá para dizer é mais modesto: equipamento entra na equação como fator que pode facilitar ou atrapalhar a execução e a continuidade do treino.
A Sapatilha Fiber Training foi projetada para dar liberdade de movimento durante o exercício e a prática esportiva. A proposta é reduzir interferência entre o pé e o chão, o que ajuda na percepção de apoio durante exercícios com peso. É aplicação de um princípio de design, não um efeito medido nos estudos citados.
A Legging Pro Grid NYX usa tecido tecnológico de alta performance, pensado para conforto térmico, toque suave e liberdade de movimento. O papel dela é o mesmo: não atrapalhar. O estímulo que gera adaptação continua sendo o treino.
Em resumo
Se flacidez, para você, significa menos músculo e menos firmeza, o caminho com evidência disponível é treino resistido com volume adequado, carga que permita boa execução e esforço gerenciado. Os estudos medem semanas de treino, não o resultado de uma sessão — e nenhum deles autoriza promessa de prazo.
Referências
- Robinson ZP, Pelland JC, Remmert JF et al. (2024). Exploring the Dose-Response Relationship Between Estimated Resistance Training Proximity to Failure, Strength Gain, and Muscle Hypertrophy: A Series of Meta-Regressions. Sports Medicine (Auckland, N.Z.). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38970765/
- Currier BS, Mcleod JC, Banfield L et al. (2023). Resistance training prescription for muscle strength and hypertrophy in healthy adults: a systematic review and Bayesian network meta-analysis. British Journal of Sports Medicine. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37414459/
- Carvalho L, Junior RM, Barreira J et al. (2022). Muscle hypertrophy and strength gains after resistance training with different volume-matched loads: a systematic review and meta-analysis. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35015560/
- Schoenfeld BJ, Contreras B, Krieger J et al. (2019). Resistance Training Volume Enhances Muscle Hypertrophy but Not Strength in Trained Men. Medicine and Science in Sports and Exercise. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30153194/
- Schoenfeld BJ, Grgic J, Ogborn D et al. (2017). Strength and Hypertrophy Adaptations Between Low- vs. High-Load Resistance Training: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Strength and Conditioning Research. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28834797/
Leia também
- Sapatilha Training — Projetada para reinventar a forma como você se exercita e pratica esportes: tecnologia que entrega o máximo de liberdade de movimento, com
- Legging Pro Grid NYX — A Legging Nyx Pro Grid foi desenvolvida com tecido tecnológico de alta performance, que oferece conforto térmico, toque suave e liberdade to
Imagem: Victor Freitas / pexels — Pexels License (uso comercial livre, sem atribuição obrigatória)






















