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Artigo: CFM Pede Proibição do PMMA em Procedimentos Estéticos

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CFM Pede Proibição do PMMA em Procedimentos Estéticos

Introdução

No dia 21 de janeiro de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a intenção de solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora em procedimentos estéticos no Brasil. Essa decisão surge em resposta ao aumento de complicações graves associadas ao uso indevido da substância por profissionais não qualificados.

O Que É o PMMA?

O polimetilmetacrilato (PMMA) é uma substância plástica frequentemente utilizada em procedimentos estéticos, principalmente como um preenchedor em gel. Por ser um material não reabsorvível pelo organismo, o PMMA se adere a estruturas como músculos e ossos, tornando sua remoção extremamente difícil. A Anvisa já autorizou o uso do PMMA apenas para correção volumétrica de pequenas deformidades e no tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV.

Motivos Para a Proibição

A decisão do CFM se baseia na crescente incidência de lesões e até mortes decorrentes do uso do PMMA em clínicas estéticas. A cirurgiã plástica Graziela Bonin, conselheira federal pelo estado de Santa Catarina, informou que o uso da substância por profissionais não médicos tem se tornado cada vez mais comum, aumentando os riscos para os pacientes. O CFM considera que os riscos associados ao uso do PMMA superam os benefícios, especialmente em um cenário onde alternativas mais seguras estão disponíveis.

Casos de Complicações

Um dos casos que chamou a atenção para os riscos do PMMA foi a morte da brasiliense Aline Maria Ferreira, que gerou um amplo debate sobre a segurança do produto. Além disso, a influenciadora Maíra Cardi relatou ter sofrido reações adversas 15 anos após o procedimento, incluindo inflamações nas áreas onde o gel foi injetado. Essas situações evidenciam a necessidade de uma maior regulamentação e controle sobre o uso de substâncias como o PMMA.

Recomendações e Normas da Anvisa

A Anvisa esclareceu que, embora o PMMA não seja contraindicado para aplicações corretivas nos glúteos, não há autorização para seu uso com a finalidade de aumento de volume, seja corporal ou facial. A agência enfatiza que a responsabilidade pela aplicação do produto deve ser do profissional, que deve seguir as orientações técnicas e avaliar os riscos envolvidos.

Perspectivas Futuras

O pedido do CFM para a proibição do PMMA pode representar uma mudança significativa na prática estética no Brasil. A evolução dos medicamentos e a diminuição dos casos de lipodistrofia facial reduziram a necessidade do uso do PMMA em tratamentos médicos, tornando a proibição ainda mais pertinente. Além disso, a falta de regulamentação clara permite que clínicas estéticas explorem brechas na legislação, o que aumenta a urgência de uma nova norma.

Conclusão

A proposta do CFM para a proibição do PMMA em procedimentos estéticos é um passo importante para garantir a segurança dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados. Com a crescente popularidade de procedimentos estéticos, é fundamental que os consumidores estejam cientes dos riscos envolvidos e busquem profissionais qualificados. A regulamentação mais rigorosa do uso de substâncias como o PMMA pode ajudar a prevenir complicações graves e garantir uma prática médica mais segura.

Referências


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